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A Poesia de Cartola

Angenor
Sala de recepção
(Cartola)

Por Deus não posso entender
Porque vamos chorando
Se os nossos cicerones
São aves cantando
Lateralmente as flôres
Deitam aromas sorrindo
E ouço da natureza
Que sejam bem-vindos
O vento de quando em quando
Num sussurro sereno
Obriga a toda floresta
A nos fazer acenos
E um festival de alegrias
Que me ponho a imaginar
Não sei se devemos rir
Ou chorar.

Quem me vê sorrindo
(Cartola/Carlos Cachaça)

Quem me vê sorrindo
Pensa que estou alegre
O meu sorriso
É por consolação
Porque sei conter
Para ninguêm ver
O pranto do meu coração

O pranto que eu verti por este amor
Talvez
Não compreendeste
E se eu disser, não crês
Depois de derramado
Ainda soluçando
Tornei-me alegre
Estou cantando

Compreendi o erro
De toda a humanidade
Uns choram por prazer
E outros com saudades
Jurei e a minha jura
Jamais eu quebrarei
E todo o pranto esconderei.

Porque vamos chorando
ou Sejam Bem-Vindos
(Cartola)

Por Deus não posso entender
Porque vamos chorando
Se os nossos cicerones
São aves cantando
Lateralmente as flôres
Deitam aromas sorrindo
E ouço da natureza
Que sejam bem-vindos
O vento de quando em quando
Num sussurro sereno
Obriga a toda floresta
A nos fazer acenos
E um festival de alegrias
Que me ponho a imaginar
Não sei se devemos rir
Ou chorar.

Peito Vazio
(Cartola/Elton Medeiros)

Nada consigo fazer
Quando a saudade aperta
Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto em meu peito um vazio

Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio
Procuro afogar no álcool a tua lembrança
Mas noto que é ridícula a minha vingança
Vou seguir os conselhos de amigos
E garanto que não beberei nunca mais
E com o tempo esta imensa saudade
Que sinto se esvai.



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