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A Poesia de Cartola

Angenor
Sei Chorar
(Cartola)

Sei chorar
Eu também já sei sentir a dor
Estou cansado de ouvir dizer
Que aprende=se a sofrer no amor

Hoje eu choro
E a mulher que adoro talvez
Caída em braços de outro sorrindo
Repete as mesmas promessas mentindo

Fui iludido
Sim, pela primeira vez no amor
E quase sempre seu nome repito
Em cada frase um suspiro de dor.

Silêncio de um cipreste
(Cartola/Carlos Cachaça)

Todo mundo tem o direito
De viver cantando
O meu único defeito
É viver pensando
Em que não realizei
E é difícil realizar
Se eu pudesse dar um jeito
Mudaria o meu pensar

O pensamento é uma folha desprendida
Do galho de nossas vidas
Que o vento leva e conduz
É uma luz vacilante e cega
É o silêncio do cipreste
Escoltado pela cruz

Sim
(Cartola)

Sim
Deve haver o perdão
Para mim
Senão nem sei qual será
O meu fim
Para ter uma companheira
Até promessas fiz
Consegui um grande amor
Mas eu não fui feliz
E com raiva para os céus
Os braços levantei
Blasfemei
Hoje todos são contra mim

Todos erram neste mundo
Não há exceção
Quando voltam à realidade
Conseguem perdão
Por que é que eu, Senhor
Que errei pela vez primeira
Passo tantos dissabores
E luto contra a humanidade inteira.

Soldado do Amor
(Cartola/Nuno Veloso)

Passei a noite inteira esperando
Ao tédio perguntando
Onde anda minha companheira
Nesta vigília triste, selei minha sorte
Se ela não voltar
Hei de preferir a morte
Não foi preciso o relógio despertar
Pois esta noite não dormi
Não fui me deitar
Como soldado do amor
Fiz sentinela
A aurora me pilhou
Esperando por ela.




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