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A Poesia de Cartola

Angenor
Grande Deus
(Cartola)

Deus,
Grande Deus
Meu destino bem sei
Foi traçado pelos dedos teus
Grande Deus
De joelhos aqui eu voltei para te implorar
Perdoai-me
Sei que errei um dia
Oh! Perdoai-me pelo nome de Maria
Que nunca mais direi o que não devia
Eu errei, grande Deus
Mas quem é que não erra
Quando vê seu castelo cair sobre
a terra
Julguei Senhor, daquele sonho
Eu jamais despertaria
Se errei, perdoai-me
Pelo amor de Maria

Labaredas
(Cartola/Herminio Bello de Carvalho)

Vou me desacorvardar dizendo não
A um coração que fez só desagasalhar
Quem o abrigou
Profanou, sem se importar
E destruiu, sem mais pensar,
O essencial de mim
Me atiçando um fogo em mim...

Mas pode um incêncio alastrar-se ao coração
Que as labaredas nem vão sequer provocar
um só perdão
Quantas pedras não terá para atirar de novo
em mim?
Me subestimar, prá quê?
Não vou!

E quando o remorso invadir seu sono, então,
Meu coração não vai nem sequer se vergar
à sua dor
Debelar o incêncio vai ser impossível só porque
Quem brincou com o fogo foi
Você

Mangueira
(Cartola)

Fita os meus olhos
Vê como eles falam
Vê como reparam o seu proceder
Não é preciso dizer deve compreender
Até mesmo notar só no meu olhar

Não abuses por eu te confessar
Que nascestes só para eu te amar
Gosto tanto, tanto de você
Que os meus olhos falam o que não vê

Ainda há de chegar o dia
Que eu hei de ter grande alegria
Quando você souber compreender
Num olhar o que eu quero dizer

Fiz por você o que pude
(Cartola)

Todo o tempo que eu viver
Só me fascina você,
Mangueira
Guerreei na juventude
Fiz por você o que pude,

Mangueira
Continuam nossas lutas,
Podam-se os galhos, colhem-se as frutas
E, outra vez se semeia
Eno fim desse labor
Surge outro compositor
Com o mesmo sangue na veia




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