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A Poesia de Cartola

Angenor
Minha
(Cartola)

Minha
Quem disse que ela foi minha
Se fosse seria a rainha
Que sempre vinha aos sonhos meus
Minha
Ela não foi só um instante
Como mentiam as cartomantes
Como eram falsas as bolas de cristal
Minha
Repete agora esta cigana
Lembrando fatos envelhecidos
Que já não ferem mais
Os meus ouvidos

Na Floresta
(Cartola/Silvio Caldas)

Na floresta dei-te um ninho
E mostrei-te um bom caminho
Mas quando a mulher não tem brio, dizem que
É malhar em ferro frio

Tudo que fiz por você
Não quisestes entender
O meu conselho
E a minha opinião
Algum dia vais ver
Como é triste sofrer
E de joelhos
Vens a me pedir perdão

Não faz mal amor
(Cartola)

Não faz mal amor,
Deixa-me dormir
Ó minha flor tenha dó de mim
Sonhei, acordei assustado,
Receioso que tivesse me enganado
Eu não vivo sossegado

Só tens ambição e vaidade
Não pensas em felicidade
E eu não descanso um momento
Por pensar que teu amor
É só fingimento
Mas eu vou entrar com meu jogo
Eu vou pôr à prova de fogo
A tua sincera amizade
Para ver se tu falaste a verdade

Amar sem penar é bem raro
O verbo cumprir custa caro
Amor é bem fácil achar
O que acho mais difícil
É saber amar

O mundo tem suas surpresas
Mas nós temos nossas defesas
Por isso eu estou prevenido
Pra saber se sou ou não traído

Não quero mais amar a ninguém
(Cartola/Carlos Cachaça/Zé da Zilda)

Não quero mais
Amar a ninguém
Não fui feliz
O destino nã quis
O meu primeiro amor
Morreu como a flor
Ainda em botão
Deixando espinhos
Que dilaceram meu coração

Semente de amor
Sei que sou desde nascença
Mas sem ter vida e fulgor
Eis minha sentença
Tentei pela primeira vez um sonho vibrar
Foi beijo que nasceu
E morreu sem se chegar a dar

Às vezes dou gargalhada
Ao lembrar do passado
Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado
Se julgas que estou mentindo jurar sou capaz
Foi simples sonho que passou e nada mais.



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