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A Poesia de Cartola

Angenor
Não Sei
(Cartola)

Eu não sei se corri
Ou se andei em passos lentos
Nem senti os ventos
Se foram bons ou maus
Não sei dizer
Tinha vontade de novo
Os mesmos caminhos percorrer

Partindo do ponto inicial
De onde a primeira vez parti
Talvez sentiria agora
Coisas de natureza
Que outrora não senti.

Nós Dois
(Cartola/)

Está chegando o momento
De irmos pro altar
Nós dois
Mas antes da cerimônia
Devemos pensar em depois
Terminam nossas aventuras

Chega de tanta procura
Nenhum de nós deve ter
Mas alguma ilusão
Devemos trocar idéias
E mudarmos de idéias
Nós dois
E se assim procedermos
Seremos felizes depois
Nada mais nos interessa
Sejamos indiferentes
Só nós dois, apenas dois,
Eternamente

O Inverno do meu tempo
(Cartola/Roberto Nascimento)

Surge a alvorada
Folhas a voar
E o inverno do meu tempo
Começa a brotar
A minar
E os sonhos do passado
Do passado estão presentes
No amor que não envelhece jamais
Eu tenho paz
E ela tem paz
Nossas vidas
Muito sofridas
Caminhos tortuosos
Entre flores e espinhos demais
Já não sinto saudades
Saudades de nada que fiz
No inverno do tempo da vida
Oh! Deus! Eu me sinto feliz.

O Mundo é um moinho
(Cartola)

Ainda é cedo amor
Mal começastes a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Presta atenção querida
Embora eu saiba que estás rsolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
E em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com os teus pés.



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