GUILHERME VERGUEIRO
Pianista Brasileiro, Compositor, Arrnjador, Produtor e Documentarista
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QUEM SOU EU?


Sou um brasileiro que vê a música como obra de arte. Tive todo o treinamento clássico, mas decidi pelo
popular, pois sempre fui um alucinado pelo Samba, Samba Canção, Choro, Seresta e Bossa Nova.
Acredito nisso e sempre me comportei desta maneira desde o começo de minha carreira no final dos anos 
60.Cada música que toco, cada apresentação, cada gravação, tem que ser definitiva. 
Como um quadro que temos na parede de casa por toda a nossa vida. Gosto de interpretar a meu modo 
e estilo, música brasileira, traduzir nas melodias, harmonias e ritmos brasileiros os sentimentos 
humanos, os sentimentos do povo brasileiro, e por ser assim sou muito exigente comigo mesmo. 
Sinto uma enorme responsabilidade cada vez que toco o piano.

Também faço questão de nunca me repetir. Tenho que tocar a mesma música uma infinidade de vezes, 
mas cada vez diferente, de acordo com o dia, a hora, a época, a platéia, meu estado de espírito 
principalmente. Cada dia é um dia, cada hora é uma hora. Tenho sempre que estar aberto ao que estou 
sentindo no momento, aberto a novas idéias que surgem ao meio de uma interpretação, de um improviso. 
Não tenho restrições quando toco o piano. Me integro a ele, nos tornamos um. O coração é 
quem manda. Envia o que está sentindo ao cérebro que por sua vez comanda os movimentos dos dedos. 
Isso tudo em milésimos de segundos. Tem que se estar muito concentrado, senão o barco vira, 
Gosto desse desafio, dessa emoção, dessa liberdade. Há quem toque com os dedos, eu toco com o coração.

Tenho um infinito respeito pelo público que está me ouvindo. Desejo sempre que perpetuem em seus 
corações, sentimentos e sensações que nunca os abandonarão. Tristes, alegres, tensas, densas, 
suaves, leves, rebeldes, sarcásticas, humoradas, mas sempre verdadeiras e sinceras, identificáveis 
com os sentimentos e a vida de cada um. Afinal, todo ser humano é igual, todos temos nossos dramas, 
amores, paixões, aventuras e desventuras, problemas, alegrias e tristezas, felicidades, certezas e 
incertezas, seguranças e inseguranças e quando nos dispomos a ir a um concerto, show, ouvir uma música 
em casa, no carro, estamos na verdade procurando alguma forma de alívio e/ou conforto para nossas almas, 
e como as vezes sou eu o responsável por levar esse alívio e/ou conforto para as pessoas, sinto 
uma enorme responsabilidade. Tenho que ser sempre muito cauteloso e muito concentrado.

Sempre procuro no fundo da minha alma os mais puros e sinceros sentimentos para que o público consiga 
sair um pouco da dura realidade da vida e se transportar para outras dimensões, outras esferas, 
mais calmas e benevolentes, ondeo amor impera, onde a união realmente faz a fôrça, onde há paz,
tranquilidade e serenidade.Sempre espero, que todas as minhas apresentações e/ou gravações 
se eternizem no coração e na alma das pessoas. Sou muito cuidadoso com isso, mas posso dizer que ainda 
sinto que estou aprendendo. Que a música é infinita e que o aprendizado só termina quando partimos, 
quando Deus nos convoca para outras missões.Mas como ainda estou por aqui, (e espero estar por mais um 
bom tempo), continuo sempre ávido pelo aperfeiçoamento de minha missão por aqui, que é a de ser
músico, músico brasileiro. Pianista. 
Ser cada vez mais paciente, dedicado, consciente e cada vez mais concentrado. 

Rezo a Deus que nunca me falte,(como nunca me faltou), e que minha inspiração e meu amor pelo próximo 
estejam cada vez mais entrosados com seus desígnios, que a tarefa que me foi dada siga sendo realizada 
com mais equilíbrio, sabedoria, alegria. responsabilidade, concentração, respeito e muito amor. 
Seja interpretando, compondo, arranjando, produzindo ou fazendo documentários.

Já vivi muitos amores, alegrias, emoções, dissabores, traições,  perdas... mas sobrevivi.
Já fiz muita coisa boa, fiz muitos amigos, (devo ter alguns inimigos também, mas ou não os conheço
ou não sei que são inimigos) amei demais, mas pequei também demais. Já tive também muitos 
falsos amigos. Muitas mulheres  me abandonaram. 
Mas a música e o piano nunca. Nem os amigos de verdade. 
Graças a Deus! 

Abaixo, uma gravação que fiz para a Rádio MEC do Rio de Janeiro em 2007, uma linda valsa muito antiga 
de Custódio Mesquita, a "Valsa de quem não tem amor“. 

Espero que gostem, e que Deus abençoe a todos que por ventura por aqui passarem. 
Obrigado pela visita, e voltem sempre, que a casa é sua.


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